Escritores e historiadores da época não mencionaram Jesus Cristo?

Crédito imagem:Brian Morley


Em 2015, um pesquisador americano chamado Michael Paulkovich afirmou que escritores ou historiadores da época não mencionaram Jesus , e que por isso ele é um mito. Abaixo, analisaremos se essa conclusão é correta.

O fato é que escritores escreveram sim sobre Jesus, afinal, há nada menos que 27 documentos corroborando a sua história, esses escritos foram reunidos e chamados de Novo Testamento. Essa rede de corroboração é raridade na história, se pegarmos ícones históricos (que ninguém dúvida da existência, diga-se) como Alexandre, o grande, entre outros, não chega nem perto do número de documentos sobre Jesus.



Por que historiadores da época não mencionaram Jesus?


Apesar da menção de Flávio Josefo, alguns céticos geralmente acusam esse item de falsificação.

A tentativa de invalidar o registro de Josefo com a acusação de que a passagem sofreu interpolação não é válida, veja porque:
Dois pesquisadores (Edwin Yamauchi e John P. Meier), construíram uma cópia do “Testimonium” com as inserções prováveis ​​entre parênteses.
O parágrafo a seguir é de Yamauchi:

(1) “Nessa época vivia Jesus, um homem sábio [se é que se deve chamá-lo de um homem.] Pois ele foi um operador de obras maravilhosas, um mestre dos homens que recebem a verdade com prazer. Ele conduziu  muitos judeus e muitos dos gregos. [Ele era o Cristo]. E quando Pilatos o condenou à cruz com risco de seu impedimento pelos mais importantes de entre nós, aqueles que o haviam amado a princípio não cessaram [No terceiro dia, ele apareceu a eles restaurado à vida, pois os profetas de Deus haviam profetizado estas e inúmeras outras coisas maravilhosas sobre ele.] E a tribo dos cristãos, assim chamados depois dele, ainda hoje não desapareceu. ”
^
Vemos aí que mesmo tirando o que acredita-se ser uma interpolação no texto, a referência à Jesus e sua morte está intacta.
O alvo dos historiadores.
Mesmo que Flávio Josefo e outros historiadores (deixando de lado as discussões sobre Tácito e Suetônio) fora do grupo testemunhal de Jesus não tivessem mencionado a sua existência, isso não seria fundamental:

É preciso entender que o alvo preferido dos historiadores são pessoas que interferem diretamente no sistema geopolítico, e não era essa a proposta de Jesus, Ele não pegou em armas, não conquistou territórios, não tinha ambições políticas, não lutou, nem se quer questionou o império romano a fim de ter a independência para os judeus,  não cobiçou poder e riquezas,ou seja, Jesus não tinha absolutamente nada que chamasse a atenção de historiadores que ficavam fora dos limites percorridos por ele.

Dentro daquele contexto, não havia motivo para perderem tempo com o que ouviram falar das testemunhas de Jesus, já que que pressupunham (assim como o ceticismo e o preconceito de hoje), que os cristãos fossem apenas lunáticos.

Quem deveria contar a história de Jesus?
A história de Jesus foi contada justamente  por quem deveria contá-la. l
Lembrando o que já foi dito em outro artigo, cada nação ou grupo é o maior responsável por preservar a sua própria história, não são os EUA, por exemplo, que serão obrigados a transmitir particularidades do Brasil, de fatos que ocorreram dentro do nosso território e sociedade, mas sim o próprio Brasil que tem essa missão. As testemunhas de Jesus é que tinham motivação e obrigação de transmitir o que viram, e não um historiador da elite judaica, romana ou grega.
A elite judaica da época estava afundada em tradições humanas, deram mais importância a elas, do que aos testemunhos sobre Jesus. 

Já a elite romana não queria saber de nada que diminuísse seus imperadores, ainda mais vindo de um grupo "inferior" e dominado por eles. 



Por que nenhum historiador comentou sobre a ressuscitação dos santos ou, "zumbis" (sarcasmo utilizado por escarnecedor) andando pelas ruas?

Em mateus cap. 27, temos uma narrativa não linear informando que após a Ressurreição de Jesus, alguns mortos fiéis à Deus, foram ressuscitados sendo vistos por muitas pessoas:

"E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados;

E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa, e apareceram a muitos."


Mateus 27:52-53


Está registrado em Mateus. Logo a palavra "nenhum" não cabe aí. 

Veja, é a mesma aplicação da Ressurreição de Jesus, se esses eventos fossem mentiras, o cristianismo seria facilmente desacreditado na época e teria morrido ali mesmo, afinal, a documentação escrita (Escrituras) e a pregação já ocorriam quando ainda haviam testemunhas oculares vivas, e os acontecimentos eram recentes na memória histórica daquelas gerações, ou seja, qualquer invenção seria facilmente desmentida.  

Certamente as pessoas que viram tais eventos comentaram e a notícia correu, mas a elite judaica deu pouco importância, fazendo o mesmo que fizeram com a Ressurreição de Jesus. E os romanos, novamente e pejorativamente, tiveram essa história apenas como mais um mito de judeus ignorantes (o velho e conhecido preconceito)  

Conclusão: 

O importante é que o fato foi registrado pelo grupo que deveria registrar.

(1)Yamauchi, Edwin, “Jesus Outside the New Testament: What is the Evidence?” in Jesus Under Fire: Modern Scholarship Reinvents the Historical Jesus , edited by Michael J. Wilkins and JP Moreland, Zondervan, 1995, 212-14 and John P. Meier, “Jesus in Josephus: A Modest Proposal,” Catholic Biblical Quarterly 52 (1990): 76-103.


A Bíblia é confiável? A Bíblia foi adulterada?

Crédito Imagem: BYU Donald Parry

PARTE 1 - Acusação: Bíblia não é confiável, ela foi adulterada durante vários anos.

A arqueologia, através dos pergaminhos e manuscritos encontrados, mostra que o conteúdo da Bíblia vem se mantendo o mesmo por um longo período de tempo. Achados de 2 mil anos atrás, como o livro de Isaias nos manuscritos do Mar Morto, possuem praticamente o mesmo conteúdo da Bíblia atual,assim como partes do Novo Testamento encontradas, correspondem ao conteúdo atual da Bíblia.

Página de Códex Beratinus (Wikimedia)
 Essa perfeita transmissão entre as cópias por quase dois mil anos, não deixam dúvidas que a primeira cópia também foi fiel ao documento original. As variações nas palavras decorrentes das traduções são normais e não chegam a comprometer a mensagem bíblica, pois como a Bíblia  é toda interligada, a mesma mensagem pode ser confirmada em vários outros livros que fazem parte dela.

Hoje com a internet é possível consultar cópias antigas das escrituras e observar que livros do Evangelho em códices de mais de mil anos possuem a mesma mensagem da Bíblia, que qualquer um tem em casa, isso torna a Bíblia totalmente confiável contra as acusações de adulterações em seu conteúdo. Abaixo, o Codex Sinaiticus digitalizado:


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PARTE 2 - A acusação vira contra o acusador.


Outra acusação frequente é que alguns livros de profetas bíblicos não foram escritos por um único autor,ou seja, pelo Profeta que leva o nome do livro, mas sim por várias pessoas diferentes se passando pela mesma pessoa, um  exemplo já clássico disso é o livro de Isaías, que alguns supostos eruditos dizem ter sido escrito por três pessoas diferentes em épocas diferentes, isso é feito com claro intuito de refutar as Profecias, já que assim não teria profecia, e sim apenas uma pessoa escrevendo no momento em que os fatos aconteciam.

O argumento utilizado pela acusação é o de que algumas palavras utilizadas no ínicio do livro são abandonadas posteriormente, porém, isso não quer dizer nada, pois existem sim uso frequente de uma mesma expressão durante todo o livro, fazendo com que o argumento utilizado pela  acusação sirva justamente para refuta-la, veja abaixo.


O uso de expressões próprias (“Santo de Israel” aparece 12 vezes nos capítulos 1 a 39 e 13 vezes do 40 ao 66. No restante do Antigo Testamento (AT) aparece apenas seis vezes. “O Poderoso de Israel” aparece em Isaías 1:24 e no “Deutero” 49:26 [“Poderoso de Jacó”]).

Exemplo:

"E acontecerá naquele dia que os restantes de Israel, e os que tiverem escapado da casa de Jacó, nunca mais se estribarão sobre aquele que os feriu; antes estribar-se-ão verdadeiramente sobre o SENHOR, o Santo de Israel. "
Isaías 10:20 

"Naquele dia atentará o homem para o seu Criador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel."
Isaías 17:7 

"Assim diz o SENHOR, o Redentor de Israel, o seu Santo, à alma desprezada, ao que a nação abomina, ao servo dos que dominam: Os reis o verão, e se levantarão, como também os príncipes, e eles diante de ti se inclinarão, por amor do SENHOR, que é fiel, e do Santo de Israel, que te escolheu." 
Isaías 49:

"Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do SENHOR, a Sião do Santo de Israel." Isaias 60.1


E um detalhe,a tradição judaica sempre reconheceu o profeta Isaías como autor do livro de Isaías.

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PARTE 3 -  O livro de Isaias trata de temas diferentes por isso foi escrito por vários autores.


Resposta:

Do ínicio ao fim é possível ver espalhados pelo  livro de Isaías  profecias relacionados a acontecimentos que envolvem Jesus, não é à toa, que ele é um dos profetas mais citados no evangelho, mais uma vez mostrando unidade e um tema sempre frequente nos livros, refutando as acusações de céticos:

Alguns exemplos:


Is 7:14 S "A virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe chamará Emanuel" (Cumprimento: Mateus 1:18-23).
Is 8:14 S "Ele . . . será pedra de tropeço e rocha de ofensa" (Cumprimento:  Romanos 9:31-33).
Is 28:16 S "Eis que eu assentei em Sião uma pedra, pedra já provada, pedra preciosa, angular, solidamente assentada" (Cumprimento:  1 Pedro 2:6-8; 1 Coríntios 3:11).
Is 22:22 S "Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi" (Cumprimento:  Apocalipse 3:7; Lucas 1:31-33).
Is 35:5,6 S "Se abrirão os olhos dos cegos" (Cumprimento:  Mateus 11:5).
Is 53:5,6 S "Pelas suas pisaduras fomos sarados" (Cumprimento:  1 Pedro 2:24-25).
Is 53:9 S "Designaram-lhe a sepultura com os perversos, mas com o rico esteve na sua morte" (Cumprimento:  Mateus 27:57-60).
Is 53:12 S "Foi contado com os transgressores" (Cumprimento:  Marcos 15:27-28).
Is  25:8 S "Tragará a morte para sempre" (Cumprimento:  Lucas 24; 1 Coríntios 15:54).

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PARTE 4-  Outra acusação, a de que há intervalos de tempo na narrativa do livro, mas isso é facilmente explicado,as profecias foram feitas ao longo da vida do profeta, obviamente ele narrou os fatos  que ocorreriam na sua época, assim como eventos futuros,profecias com intervalo maior de tempo de quando já estivesse morto. Isaias faz profecias de várias épocas, que vão do seu tempo,passando pela época de Jesus e o Milênio.


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PARTE 5- Mais uma enxurrada de acusações, vou listar cada uma delas e as respostas logo abaixo:


a-) Edição Sixtina

Erros de tradução e imprecisão textual especificos da igreja católica na época, não tem nada a ver com adulterações ou teorias conspiratórias de modificações das Escrituras judaicas, que colocariam em xeque a fidelidade bíblica, que hoje já é bem comprovada.

b) Comma Johanneum


Vários manuscritos e códices apresentam os versiculos completos, e a unidade composta defendida pela idéia da trindade pode ser verificada em outros versiculos, portanto a teoria de adulteração cai por terra.

c) Passagem da adúltera



A passagem da adultera tem em vários manuscritos antigos, e essa passagem não altera em nada a mensagem de Cristo, caindo tbm por terra a motivação de uma adulteração ou teoria da conspiração.

Veja aqui, mais informações porque essa passagem não é acréscimo:





d) Versículos 9 até 20 do capítulo 16 de Marcos.


Códices foram escritos em várias regiões usando  fontes variadas, o que ocorre é que alguns escribas provavelmente tinham fontes rasuradas, com algum problema, e o que não foi possível copiar, ficou de fora, isso é percebido no Codex Sinaiticus, onde o escriba deixou um espaço em branco dando uma evidencia que a fonte dele estava com algum problema nessa parte, porém esses  versiculos faltantes estão em vários outros códices que provavelmente continham a informação na fonte usada, como o Alexandrinus,mas o importante nisso tudo é que esse trecho faltante em alguns códices não alteram em nada a mensagem bíblica pois a Bíblia como já foi dito, é toda interligada(um dos motivos inclusive para a identificação de apócrifos , ou seja, a mensagem desses textos do final de Marcos pode ser vistas em muitos outros versículos (caindo também por terra uma motivação para alteração),veja abaixo a relação:

Lucas 24:9-11 );  
Lucas 24:13-35 ); 
Lucas 24:36–43 , 
Jão 20:19–29 , 
1 Cor 15:5 ); 
Lucas 24:36-43 , 
1 Coríntios 15:05 ); 
Atos 1:8 ); 
Mateus 28:19 , Atos 1:8 ); 
Atos 2:38 , 16:31–33 ); 
Lucas 10:17 , 
Atos 5:16 , 8:7 
Atos 2:4 )
Lucas 10:19 ,
Atos 28:3–6 ); 
Lucas 10:19 , 
Atos 28:3-6 ); 
Marcos 5:23 , 
Atos 6:6 , 9:17 ,
Marcos 05:23 , 
Atos 06:06 , 09:17 
João 20:17 , 
Atos 1:2 , 1:9–11
João 20:17 
Atos 7:55   
Eph 1:20  
Col 3:1 
Rom 8:34 , , 
Col 3:01 
Atos 14:3 

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CONCLUSÃO: Nâo há qualquer indício ou prova de adulteração ou de autoria composta de um mesmo livro na Bíblia. Os escribas escreveram em regiões diversas e utilizaram fontes diferentes e mesmo assim o conteúdo bíblico vem sido mantido com fidelidade ao longo de milhares de anos , parece difícil para alguns acreditarem mas essa é a realidade, como provam os achados arqueológicos.


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Provas extra-bíblicas para passagens bíblicas?

Pedra Hitita - 800 A.C
Crédito Imagem: C.L. Woolley, Carchemish III (London, Trustees of the British Museum)

 Registros de outros povos são indispensáveis para dar credibilidade à Bíblia?

A Resposta é NÃO. Vejamos o porquê:

A grande maioria dos documentos históricos ou artefatos arqueológicos foram destruídos ou dificilmente serão encontrados, mas isso não significa que não existiram, a arqueologia não é adivinha e nem mágica, ela lança para o estudo histórico o que foi possível encontrar (lembre-se também que os próprios manuscritos são artefatos arqueológicos).

Os documentos antigos judaicos são os mais bem preservados do mundo,isso pode ser atestado por qualquer um, a própria Bíblia, que quase todo mundo tem em casa são cópias de uma reunião incrível de documentos antigos de várias épocas, tendo como fontes grandes quantidades de pergaminhos, códices e fragmentos, atualmente espalhados em diversos museus e universidades do mundo . É de uma riqueza histórica sem igual.

Os judeus tinham um cuidado na preservação de sua história como nenhuma outra Nação, esse cuidado todo certamente está ligado a algo muito forte, e é justamente isso que seus documentos históricos apontam: Uma relação direta de Deus e Israel. 

Um bom exemplo da eficácia que os judeus tem com a preservação histórica é que mesmo dispersados pelo mundo há quase 2 mil anos e tendo tudo para serem diluídos em novas nações, conseguiram preservar sua história, e hoje, incrivelmente, são Nação novamente,inclusive popularizando o hebraico em um breve espaço de tempo, uma língua que era considerada já morta.

A dificuldade de documentação histórica de outros povos.


Para se ter uma ideia da diferença dos registros históricos entre o judeus e outros povos, em 1922, alguns arqueólogos procuravam túmulos egípcios, e ao encontrarem, surgiu o nome Tuntacâmon, mas até então, não havia praticamente nada em torno desse nome, seu nome surgiu por acaso,  e por causa de seu túmulo e objetos encontrados dentro dele. Hoje, o nome desse faraó antes desconhecido, tornou-se o mais famoso do mundo. Os cientistas agora tentam, na "raça", desvendar os motivos de sua morte. 

Não há quase documentação com detalhes dos ícones egípcios e suas dinastias,os fragmentos de Aegyptiaca (escrito somente em grego), do autor Maneton, principal fonte no  estudo do Egito, é informado ter vivido, no mínimo, mil anos depois dos relatos que narrou sobre o faraó da data apontada para Êxodos, porém, os mesmos historiadores que dão crédito a esses relatos, não creem nos relatos de Cristo, mesmos estes últimos tendo farta documentação, se interligando (aumentando a sua credibilidade) e sendo produzidos em época contemporânea das testemunhas oculares.

Também são escassos os documentos romanos, por exemplo, os maiores detalhes da crucificação romana, e da crucificação em geral, provém dos livros judaicos do Novo Testamento. 

A história de Alexandre, o Grande, é baseada numa biografia de um autor que viveu mais de 600 anos depois de Alexandre, no entanto, ninguém dúvida de sua existência, porém, o preconceito contra os documentos judaicos é gigante, os céticos utilizam a pressuposição da inexistência de Deus, para rejeitar os eventos sobrenaturais informados, apesar desses documentos respeitarem o mecanismo pelo qual se dá o conhecimento humano.

O fato estando relatado nos documentos do Antigo ou Novo Testamento, e o fenômeno passando pelo crivo dos contemporâneos da época, é o que basta para atestar a veracidade dos relatos bíblicos. 

Vejamos, por exemplo, o "eclipse" sobrenatural, narrado no Novo Testamento: A produção das Escrituras é contemporânea aos povos da época dos acontecimentos, se o "eclipse" (escuridão de 3 horas) não tivesse ocorrido, a história de Jesus seria automaticamente destruída por ser algo relatado como um fato, mas sem nenhuma comprovação das pessoas vivas da época, porém, a arqueologia já provou a existência dos primeiros cristãos no século I, e as pessoas não pregariam Jesus com tanta ousadia e dispostas a morrerem, se fatos narrados relacionados a Jesus, como o"eclipse", jamais tivessem ocorrido.

Conforme já comentado em outro texto, veja a história do Inri Cristo brasileiro, ele não é tão louco a ponto de associar a sua suposta divindade a fatos reais, se fizesse isso não teria um seguidor se quer, o mesmo com Maomé, e as diversas fraudes existentes, eles enrolam e instigam as pessoas a terem uma fé cega neles, sem se comprometerem com provas. 


Narrativa Bíblica

Lendas e mitologias. É possível inventar verdades?

"ET de Varginha". Crédito Imagem: Kennedy Martins

É possível  criar eventos e contos mentirosos  como verdades?


A resposta para a pergunta é NÃO. Para conterem verdades, os relatos precisam ser confirmados por pessoas contemporâneas aos fatos, e caberão a essas pessoas registrarem o ocorrido para a posteridade. 

Como obviamente não somos onipresentes,o sistema de conhecimento que rege o mundo vem das interações humanas. E os registros do passado servirão como fonte para delimitarmos o que é lenda ou fato dentro da história de cada povo.

Observe, por exemplo, o recente já transformado em mito "ET de Varginha", é assim que essa história será repassada, como mito, lenda, pois não houve comprovações entre as pessoas da época, e isso ficará nos registros sobre o caso, podendo no futuro ser checado, o mesmo ocorreu com o Lobisomem, e outros diversos mitos, nenhum deles tem suporte para serem reais, pois são histórias sem origens definidas ou sem relatos corroborativos dentro de uma rede de documentos.

Crédito imagem: Wikimedia Commons
Busto do mitológico ZeusAs mitologias gregas, hinduístas, egípcias, entre outras. Também são exemplos de histórias sem comprovações, elas não trazem em seus próprios registros, informações de que o povo da época teve qualquer conexão com seus respectivos deuses, isto é, nenhum evento extraordinário e objetivo foi observado por testemunhas humanas, nada que possa trazer esses deuses para a realidade, se não teve comprovações pelos contemporâneos dos fatos, os registros então são de meras lendas, e não de fatos corroborados. Os próprios autores não escreveram com compromisso histórico, não falam em verdades, fatos, pessoas reais envolvidas e testemunhas. São apenas proliferação de contos sem origem definida com personagens lendários,produto da mente humana. Perceba que não estou agindo com preconceito e nem por pressuposição, a conclusão é tirada dos próprios documentos históricos, onde é constatado a falta de suporte para aceitarmos as histórias como reais.


Portanto, mesmo nos documentos históricos de religiões, é possível separar o que é lenda ou fato:

Exemplo de criação de uma lenda (algo sem comprovação) ou confirmação de uma verdade.

Uma pessoa faz algo inacreditável:


(   )  Sem corroboração testemunhal > (Lenda)

( x ) Com corroboração testemunhal > (Verdade)



Vivemos num mundo nonsense?


Grupos de pessoas, ou até uma nação inteira saem inventando eventos que não viram, como fatos corroborados?

Ou, há regras intrínsecas à interação humana racional?

A observação ao nosso redor, ao contrário do que ateus e céticos pregam por aí, mostra que não vivemos num mundo nonsense, e contra fatos não há argumentos!  Vejam só:

Foto: Rafaela Tabosa/D.A Press
*Família espera a ressurreição de aposentada
Se uma pessoa disser que vai ressuscitar depois de três dias, algumas pessoas podem até aguardar esse evento, mas se o prometido não se tornar real, ou seja, se a ressurreição não for corroborada por testemunhos, demonstrando que a ressurreição realmente ocorreu, a verdade estabelecida será a morte e não a ressurreição. Pessoas não vão perder tempo saindo por aí contando e registrando algo, que elas sabem que não é verdade, sendo que outras pessoas testemunharam justamente o contrário. Portanto, a afirmativa cética não corresponde com a realidade.

Família espera a ressurreição de aposentada:

*“Havia uma expectativa de que ela ressuscitaria após três dias. Não posso dizer que cheguei a acreditar nisso, mas oramos muito e pagamos para ver. Passado o período, tivemos de providenciar o sepultamento”, disse Eudmarco Medeiro de Farias, 33 anos, secretário e amigo da família.

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( Print Cache G1)


http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1357932-5598,00-APOSENTADA+MORRE+E+FAMILIA+ESPERA+TRES+DIAS+PELA+RESSURREICAO+NA+PARAIBA.html


Na cabeça do cético, o argumento extraído é uma presunção (ignorando observações no julgamento) de que grupos de pessoas agem de forma irracional, criando conluios para gerar falsas verdades, porém organizadas e sem contradições. Como se vivêssemos num mundo surreal, onde mentiras e verdades não pudessem ser distinguidas, mas a observação do mundo real mostra outra coisa, o grupo que esperou a ressurreição da aposentada, não vai sair por aí dizendo que ela está viva,sendo que o testemunho foi que ela morreu e não cumpriu o prometido. Se o mundo funcionasse de forma surreal como pensa o cético, viveríamos num caos.


AP via IG 
Em foto fornecida pelo canal National Geographic, Jamie Coots, pastor em Middlesboro, Kentucky, posa para foto. Manipulador de cobras, ele morreu após ser picado por uma.

Não é porque o grupo é religioso que eles vão fazer conluio irracional para defender suas crenças e distorcer o que realmente foi testemunhado.

Os fieis membros da igreja do pastor, que é bom que se diga, tinha uma interpretação muito errada das Escrituras, não vão sair por aí falando e escrevendo memórias dizendo  que ele sobreviveu e está morando no Brasil, ou em algum outro país do terceiro mundo.

"O filho do pastor, Cody Coots, disse à estação de TV que seu pai já havia sido picado oito vezes antes, mas nunca teve uma reação tão forte. O filho disse que ele pensou que essa vez seria igual"



As mentiras, eventos desacreditados sem confirmações, viram meras lendas, mitologias, não tem suporte para serem verdadeiros.

Perceba  que a crença na Ressurreição de Cristo é baseada em fatos que exigiriam confirmações, pessoas da época registraram o ocorrido para as gerações futuras, e é assim que funciona, há várias testemunhas relatadas. Se fosse uma invenção, o Cristianismo teria morrido no berço, pois os testemunhos apontariam para o que realmente ocorreu, impossibilitando invenções, pois quem inventasse seria taxado de louco na época, assim como alguém que inventasse que a aposentada ressuscitou, no caso acima.

Não é porque você não viu que é mentira, é impossível o conhecimento que adquirimos durante a vida, ser fruto somente do que nós mesmos vimos. 

Não é porque eu ainda não era nascido em 1969, que eu vou duvidar que o homem esteve na lua nessa data e acreditar que as imagens não passam de montagens bem feitas. Não preciso ver o evento com meus próprios olhos, pois eu sei que há uma corroboração testemunhal bem documentada sobre isso, não é porque não estive presente num campo de concentração, que vou duvidar que isso realmente ocorreu.

O fato, para ser admitido como conhecimento, precisa ser corroborado por outras pessoas. A observação corroborada faz parte do próprio método cientifico e do reconhecimento da ciência, por exemplo, se um cientista afirma uma descoberta através de um experimento, mas outras pessoas reproduzindo o mesmo experimento informado testemunham o contrário do afirmado, a descoberta será desacreditada. Isso se estende para outras áreas, como ciência do direito e História, dependemos sempre de outras pessoas, negar isso, é negar o mundo à nossa volta.

Como vimos nos exemplos acima, do mundo ao nosso redor, pessoas não se reúnem para arquitetar mentiras em forma de eventos ou criar falsos acontecimentos como reais, senão o viveríamos num mundo nonsense, a mentira ocorre em ocasiões especificas e conhecidas, além disso, uma verdade para ser estabelecida precisa obrigatoriamente de reforços testemunhais, se isso não existir, a história fica no campo da lenda, por isso o recurso das testemunhas é meio indiscutível na Justiça para se chegar a comprovação ou não da verdade, sem testemunhos não há nem perícia criminal, não há crime. É uma lei das interações humanas.


Maomé.

Podemos descartar Maomé como mensageiro de Deus, utilizando os próprios documentos do islamismo, não há testemunhas dos feitos de Maomé, alguns supostos milagres como ascensão dele aos céus ou árvore que chora, foram ditos pelo próprio Maomé, não há provas relatadas que pessoas viram.

Maomé não pôde inventar testemunhas, pois seria desmentido por seus contemporâneos, sem testemunhas seus feitos se enquadram na categoria de lendas.

Portanto não há prova de que Maomé era realmente Profeta de Deus, indo na contramão dos Profetas Bíblicos e de Jesus.  As pessoas que o seguem hoje infelizmente, não enxergam o óbvio, que o Alcorão é apenas produto de um homem.




Ilíada x Bíblia.


Por incrível que pareça, alguns céticos tentam comparar a Ilíada com a Bíblia, pelo fato de arqueólogos terem encontrado o que pode ser a Tróia, mencionada no escrito grego.


Porém, o texto foi escrito mais de 400 anos depois da Guerra, por um homem, chamado Homero, que utilizou no enredo personagens já lendários, ou seja, sem comprovações de suas existências.

O poeta apenas utilizou uma guerra por motivações territoriais, como pano de fundo para um romance ficcional, utilizando personagens lendários (incluindo a motivadora da confusão, Helena de Tróia). A utilização de componentes reais com ficção é muito comum também em literaturas atuais de cunho neo-realista. Não é porque um registro é antigo que ele é verdadeiro, a análise do conteúdo vai mostrar se o autor escreveu com compromisso histórico ou não.


Ao contrário de documentos que compõem a Bíblia, a Ilíada não se assume como uma narrativa histórico-documental, não há testemunhas, e nem comprovação da existência de qualquer um dos personagens descritos no conto.


A própria Tradição antiga Judaica confirma seus ícones e eventos como verdadeiros e não como mitos, Moisés era o patriarca dos judeus, um homem real para os judeus, ao contrário da figura mitológica de Aquiles para os gregos, que é apenas reconhecido dentro da mitologia grega.



Crédito imagem: freepik.com



"A história de Jesus é um mito porque se você inventar uma história fictícia que tenha testemunhas fictícias a história não se torna verdadeira."

Re: Se você inventar uma história fictícia como verdadeira e apontar testemunhas, as pessoas irão querer saber quem são, por isso Maomé e outros líderes religiosos não puderam fazer isso. 

Com a inexistência das testemunhas, a história não tem suporte para ser verdadeira.

Exemplo da deficiência de Testemunhas nas religiões:

Mórmons: Joseph Smith
Alcorão: Maomé
Espiritismo : Allan Kardec.


Quanto a chamar falsas testemunhas, a história mostra que isso não existe, se fosse assim todas religiões teriam testemunhas, mas elas não tem.  Como já foi dito, pessoas não se reúnem para criar eventos mentirosos, e não estão dispostas a morrerem por algo que sabem ser mentira, mas sim pelo que acreditam, essa possibilidade piora quando o líder prega de forma veemente contra o falso testemunho. Portanto não  há nenhuma possibilidade da Ressurreição de Jesus ser um mito, Deus sabe de tudo, e deu todo o suporte para que acreditemos nEle, não acreditar é apenas teimosia.
"Mas Chico Xavier teve várias testemunhas!"

Re: Sim, há várias pessoas que confirmam que Chico Xavier se comunicou com seus filhos mortos, por reconhecerem algo deles na mensagem, mas como saber se a informação foi dada realmente pelo falecido?

 Episódio como esses de Chico Xavier é relatado no livro 1 Samuel, Quando o Rei Saul, afastado de Deus, foi até uma médium para se comunicar com o falecido Profeta Samuel, a médium fez o contato e repassou a mensagem, porém, na Bíblia é dito que os mortos perdem a comunicação com os vivos, portanto, mesmo que Xavier não tenha tido ajuda de pessoas que conheciam o morto, o médium foi usada por um espírito enganador, isto é, um demônio.


  "Testemunhas existem somente na Bíblia, ou seja, de acordo com as testemunhas da Bíblia, a Bíblia está certa! É a Bíblia confirmando a Bíblia?"

Re: Não é a Bíblia confirmando a  Bíblia, a Bíblia simplesmente contém documentos( de diversas épocas) que relatam fatos passados. Pessoas de diversas classes sociais, que não se conheciam e estavam separadas pelo tempo, presenciaram muito dos relatos e escreveram os manuscritos que compõem a Bíblia, se esse conluio não ocorre nem quando todos vivem na mesma época (como visto acima), imagine então quando as pessoas estão separadas pelo tempo?

"E as testemunhas da Torre de Babel? Do dilúvio? Adão e Eva?"

Re: Esses relatos de Genesis foram escritos por inspiração divina, as pessoas tomaram como verdade porque Moisés já tinha credenciais (dadas por Deus) o suficiente para que os hebreus acreditassem nele, Jesus também fez o mesmo ao confirmar as histórias das Escrituras antigas, Ele provou pelos sinais, que estava com Deus, não há motivo para duvidar da mensagem que eles passaram.

"Mas, quando é o caso de que as únicas testemunhas são as pessoas que descreveram este evento?" 

Re: As testemunhas são pessoas que escreveram e que viveram o que ocorreu, e há também testemunhas relatadas, o que não é o caso de Homero com a Ilíada em nenhuma das situações.

"O Ulisses não é uma testemunha de que a Ilíada esta certa? Ou este argumento só serve para a Bíblia?

Re: Ulisses é mito, era uma figura já lendária quando Homero escreveu a saga fictícia.
A própria memória histórica dos gregos encara esse conto como mito, então não teria porque insistir que é uma história real.



Conclusão:

Você consegue conceber o presidente ou ministro de uma Nação (lembrando que os profetas faziam parte do governo teocrático de Israel) relatando em documentos oficiais que o povo foi testemunha de grandes feitos sobrenaturais, mesmo o povo não tendo visto nada?

 A história desse governante seria desmentida ou não? Ele seria interditado e afastado do poder ou seria respeitado por suas declarações?

Definitivamente não vivemos num mundo nonsense.

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